Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

OS VÉUS DO EGO

Em primeiro lugar, concebemos o "eu" a que

nos agarramos. Depois, concebemos o

"meu  e agarramo-nos ao mundo material.

Como a água cativa da roda do moinho,

andamos à volta, impotentes. Presto homenagem

à compaixão que abarca todos os seres.

Chandrakirti

 

OLHANDO PARA O EXTERIOR, SOLIDIFICAMOS O MUNDO, PROJECTANDO NELE atributos que não lhe são de forma alguma inerentes. Olhando para o interior, imobilizamos a corrente da consciência, imaginando um eu que se fixaria entre um passado que já não existe e um futuro que não existe ainda. Consideramos adquirido o facto de perceber as coisas tal como são e raramente pomos essa opinião em causa. Atribuimos espontaneamente às coisas e aos seres qualidades intrínsecas e pensamos "isto é belo, aquilo é feio". Dividimos o mundo inteiro em "desejável" e indesejável", emprestamos permanência ao que é efémero e consideramos como entidades autónomas o que na realidade é uma rede infinita de relações continuamente em mudança.

Se uma coisa fosse realmente bela e agradável, se tais qualidades lhe pertencessem propriamente, seria então justificável considerá-la como desejável durante todo o tempo e em todo o lugar. Mas existe alguma coisa no mundo que seja universal e unanimemente reconhecida como bela? Como diz um verseto do Cânone budista: "Para o apaixonado, uma linda mulher é um objecto de desejo; para o eremita, um motivo de distração; e para o lobo, uma boa refeição." Também se um objecto fosse intrinsecamente repugnante, toda a gente teria boas razões para se afastar dele. Mas passa-se de outra maneira quando só atribuímos essas qualidades às coisas e às pessoas. Num objecto belo, não existe qualidade inerente que seja benéfica para o espírito, e nada que possa prejudicá-lo num objecto feio.

Também um ser que hoje vemos como inimigo é certamente objecto de grande afeição para outras pessoas e talvez um dia estabeleçamos com este mesmo inimigo laços de amizade. Reagindo como se as características fossem indissociáveis do objecto a que nos afeiçoamos, afastamo-nos da realidade e somos arrastados num mecanismo de atração e de repulsa, constantemente alimentado pelas nossas projecções mentais. Os nossos conceitos fixam as coisas em entidades artificiais e nós perdemos a nossa liberdade interior, como a água perde a sua fluidez quando se transforma em gelo.

Matthieu Ricard    Em Defesa da Felicidade

Dulce Dias às 09:00

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