Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

O GRANDE SALTO PARA A LIBERDADE

Que alívio para o carregador, que durante

tanto temppo caminhou no mundo do sofrimento,

põr no chão o seu pesado e inútil fardo.


Longchen Rabjam

 

SER LIVRE É SER SENHOR DE SI. PARA MUITAS PESSOAS, TAL DOMÍNIO TEM A ver com a liberdade de acção, movimento e opinião, com a possilidade de realizar os objectivos fixados. No entanto, situa-se a liberdade no exterior de si próprio, sem tomar consciência da tirania dos pensamentos. Com efeito, uma concepção generalizada no Ocidente consiste em pensar que ser livre equivale a poder fazer tudo o que nos passa pela cabeça e traduzir em actos o mais pequeno dos nossos caprichos. Estranha concepção, pois tornamo-nos assim o joguete dos pensamentos que agitam o nosso espírito, como os ventos dobram em todas as direcções as ervas no cimo da montanha.

"Para mim, a felicidade seria fazer tudo o que quero sem que alguém me proibisse fosse o que fosse", declarava uma jovem inglesa interrogada pela BBC. A liberdade anárquica, que tem por único fim a realização imediata dos desejos, trará ela a felicidade? Pode-se pôr em dúvida. A espontaneidade é uma qualidade preciosa na condição de não se confundir com agitação mental. Se largarmos no espírito a matilha do desejo, ciúme, orgulho ou ressentimento, cedo ela se terá apropriado do lugar, impondo-nos um universo carcenário em contínua expansão. As prisões adicionam-se e justapõem-se, obliterando toda a alegria de viver. Em contrapartida, um só espaço de liberdade interior basta para abarcar toda a dimensão de espírito. Um espaço vasto, lúcido e sereno, que dissipa todo o tormento e alimenta a paz.

A liberdade interior é, em primeiro lugar, a libertação da ditadura do "ego" e do "meu", do "ser" subjugado e do "ter invasor, desse ego que entra em conflito com o que lhe desagrada e tenta desesperadamente apropriar-se do que cobiça. Saber encontrar o essencial   e deixar de se inquietar com o acessório produz um sentimento profundo do contentamento sobre o qual as fantasias do ego não têm qualquer influência. " Aquele que experimenta tal contentamento tem um tesouro na palma da mão", diz um provérbio tibetano.

Ser livre equivale pois, a emancipar-se do constrangimento das aflições que dominam o espírito e o toldam. É tomar a vida em mãos, em vez de a abandonar às tendências forjadas pelo hábito e à confusão mental. Não se trata de largar o leme, deixar as velas flutuarem ao vento e o barco seguir à deriva, mas de agarrar o leme, orientando o barco para o destino escolhido.

Na vida quotidiana, esta liberdade permite estar aberto aos outros e ser paciente com eles, mantendo-se firme quanto à orientação que se escolheu dar à existência. Ter o sentido da direcção é de facto essencial. No Himalaia, quando se faz trekking, é muitas vezes preciso caminhar durante dias, mesmo semanas.  Sofre-se com o frio, a altitude e as tempestades de neve, mas, como cada passo nos aproxima do objectivo, existe sempre uma alegria no esforço que permite alcançá-lo. Se acontece alguém se perder, se encontrar sem referências num vale desconhecido ou numa floresta, imediatamente a coragem se esfuma: o peso da fadiga e da solidão faz-se de súbito sentir, a ansiedade cresce e cada passo mais é uma provação. Já não se tem vontade de andar, mas de se sentar, desesperado. Do mesmo modo, a angústia que alguns sentem não vem ela de uma falta de direcção nas suas existências, de não terem tomado consciência do potencial de transformação que neles existe?

Tomar consciência de que se não é perfeito nem totalmente feliz não é uma fraquesa. É uma observação muito sã que nada tem a ver com a falta de confiança em si, a pena pela sorte que se tem ou uma visão pessimista da vida. Essa tomada de consciência leva a uma nova apreciação das prioridades da existência, e uma recrudescência de energia que, no budismo, se chama renúncia, palavra muitas vezes mal compreendia e que exprime na realidade um profundo desejo de liberdade.

Em Defesa da Liberdade       Matthieu Ricard

Dulce Dias às 09:50

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